Muitos pensam que uma eleição se ganha na hora do voto, no dia em que as urnas se abrem. Assim os estatísticos, jornalistas de plantão no TSE e grande parcela da população. Mas para quem analisa friamente um pleito, sabe que muito antes do "show" começar as coisas já foram trabalhadas nos bastidores. E grande parte deste jogo vem das relações intra e interpartidárias, onde os mais rápidos e hábeis conseguem colocar as cartas na mesa. Em São Paulo, quando Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) buscavam apoios do "Rei do PMDB"; Gilberto Kassab (DEM), ou melhor, o governador José Serra, já tinha costurado uma forte aliança com o ex-governador Orestes Quércia.
Enquanto isso, Marta brigava com outros partidos para conseguir o apoio do famoso "bloquinho" (PC do B, PDT e PSB) e Alckmin se contentava com o PTB de Campos Machado. Mal sabiam eles o quanto custaria esse distanciamento do PMDB e seus preciosos minutos de televisão, rádio e tudo mais.
fonte: Eleições 2008, autor Gustavo Fleury, edição do próprio autor.
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