quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Google Brasil ou Google Internacional

Por padrão, ao digitar o endereço http://www.google.com no campo de endereços do navegador, será aberta uma página do Google Search denominada Google Brasil devido ao fato do motor de busca conseguir interpretar uma propriedade denominada accept-languages do navegador utilizado. Isso não significa, porém, que o motor de busca em sua versão nacional possua restrições de busca, se comparado à sua versão em inglês. Qualquer página do Google, não importando o idioma, possui a mesma envergadura de busca pelas páginas da Web. Vejamos algumas diferenças das duas versões:
Ao acessar o Google pelo endereço mencionado, repare nas opções abaixo dos botões de busca:
A Web: quando marcada, todas as páginas em qualquer idioma serão exibidas como resultados de pesquisa. Evidentemente, as páginas serão relacionadas de acordo com o idioma do conteúdo inserido no campo de busca, porém não significa que o termo esteja restrito apenas a seu próprio idioma. Todas as ocorrências do termo, não importando o idioma da página, serão mostradas. 

fonte: Administração de informações com o Google, autor Eduardo Moraz, editora Digerati.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Não tem por que mudar, tá andando direito

Muitos pensam que uma eleição se ganha na hora do voto, no dia em que as urnas se abrem. Assim os estatísticos, jornalistas de plantão no TSE e grande parcela da população. Mas para quem analisa friamente um pleito, sabe que muito antes do "show" começar as coisas já foram trabalhadas nos bastidores. E grande parte deste jogo vem das relações intra e interpartidárias, onde os mais rápidos e hábeis conseguem colocar as cartas na mesa. Em São Paulo, quando Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) buscavam apoios do "Rei do PMDB"; Gilberto Kassab (DEM), ou melhor, o governador José Serra, já tinha costurado uma forte aliança com o ex-governador Orestes Quércia. 
Enquanto isso, Marta brigava com outros partidos para conseguir o apoio do famoso "bloquinho" (PC do B, PDT e PSB) e Alckmin se contentava com o PTB de Campos Machado. Mal sabiam eles o quanto custaria esse distanciamento do PMDB e seus preciosos minutos de televisão, rádio e tudo mais. 

fonte: Eleições 2008, autor Gustavo Fleury, edição do próprio autor.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A rede é a mensagem


A Internet é o tecido de nossas vidas. Se a tecnologia da informação é hoje o que a eletricidade foi na Era Industrial, em nossa época a Internet poderia ser equiparada tanto a uma rede elétrica quanto ao motor elétrico, em razão de sua capacidade de distribuir a força da informação por todo o domínio da atividade humana. Ademais, à medida que novas tecnologias de geração e distribuição de energia tornaram possível à fábrica e a grande corporação como os fundamentos organizacionais da sociedade industrial, a Internet passou a ser a base tecnológica para a forma organizacional da Era da Informação: a rede.
Uma rede é um conjunto de nós interconectados. A formação de redes é uma prática humana muito antiga, mas as redes ganharam vida nova em nosso tempo transformando-se em redes de informação energizadas pela Internet. As redes têm vantagens extraordinárias como ferramentas de organização em virtude de sua flexibilidade e adaptabilidade inerentes, característica essencial para se sobreviver e prosperar num ambiente em rápida mutação. É por isso que as redes estão proliferando em todos os domínios da economia e burocracias centralizadas e superando-as em desempenho. Contudo, apesar de suas vantagens em termos de flexibilidade, as redes tiveram tradicionalmente de lidar com um grande problema, em contraste com hierarquias centralizadas. Elas têm tido considerável dificuldade em coordenar funções, em concentrar recursos em metas específicas e em realizar uma dada tarefa dependendo do tamanho e da complexidade da rede.
Durante a maior parte da história humana, diferentemente da evolução biológica, as redes foram suplantada como ferramentas de organizações capazes de congregar recursos em torno de metas centralmente definidas, alcançadas através da implementação de tarefas em cadeias de comando e controle verticais e racionalizadas. As redes eram fundamentalmente o domínio da vida privada; as hierarquias centralizadas eram o feudo do poder e da produção. Agora, no entanto, a introdução da informação e das tecnologias de comunicação baseadas no computador, e particularmente a Internet, permite às redes exercer sua flexibilidade e adaptabilidade, e afirmar assim sua natureza revolucionária. Ao mesmo tempo, essas tecnologias permitem a coordenação de tarefas e a administração da complexidade. Isso resulta numa combinação sem precedentes de flexibilidade e desempenho de tarefa, de tomada de decisão coordenada e execução descentralizada, de expressão individualizada e comunicação global, horizontal, que fornece uma forma organizacional superior para a ação humana.  

Fonte: livro A Galáxia da Internet, autor Manuel Castells, editora Zahar

domingo, 30 de janeiro de 2011

Pense na abrangência geográfica de seu negócio


De nada adianta um link patrocinado de uma academia de natação que fique em Belém ser lido por um usuário que more no Rio de Janeiro. Dependendo da área de atuação de seu negócio, faça um anúncio para que seja veiculado apenas na região em que se encontra seu mercado. O AdWords oferece a opção de delimitar de maneira bem precisa a região em que os anúncios serão veiculados. Pode-se escolher a veiculação por cidade, por distância de uma determinada latitude e longitude ou ainda delimitar uma área específica.

Fonte: livro: Google Marketing, autor: Conrado Adolpho Vaz, editora Novatec

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O perfil do consumidor


A Deloitte fez uma pesquisa – O futuro da Mídia – em que expõe, até mesmo no Brasil, o comportamento dos consumidores com relação à mídia.

Os grupos ficaram assim divididos:

Geração “NET” OU “Y”, na faixa etária de 14 a 25 anos;

“Seguidores da geração NET”, na faixa etária de 14 a 19 anos;

“Líderes da geração NET”, na faixa etária de 20 a 25 anos;

Geração “X”, na faixa etária de 26 a 42 anos;

Geração “Baby Boom”, na faixa etária dos 43 aos 61 anos;

Geração “Madura”, na faixa etária de 62 a 75 anos.

Este é outro estudo que vale à pena baixar e analisar cuidadosamente. Traz um universo muito rico de informações a respeito do consumidor on-line brasileiro.
A seguir transcrevo alguns trechos do estudo para que tenha uma prévia da análise feita por ele.

Com relação a entretenimento, 81% consideram o computador um meio de entretenimento mais importante que a TV e 58% deles disseram que videogames, jogos no computador e on-line são importantes fonte de entretenimento.

50% dos entrevistados estão atentos aos lançamentos tecnológicos e tentam adquirir rapidamente esses equipamentos.

47% usam o celular como um dispositivo de entretenimento.

83% dos entrevistados fazem seu próprio conteúdo de entretenimento, por meio, por exemplo, da edição de fotos, vídeos e músicas.

A TV perde influência entre os mais jovens. Os da chamada Geração Net consideram a televisão e os jornais relativamente menos influentes, sendo que a curva estatística da influência da internet, dos telefones celulares e dos videogames cresce entre esse segmento de idade.
Na Internet, os entrevistados consideram a publicidade apresentada nos resultados de mecanismos de busca e os banners de propaganda os mais influentes.

Fonte: livro Google Marketing, autor Conrado Adolpho Vaz, editora novatec.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A praça é nossa!

Da mesma maneira que o dito horário nobre passa do público para o privado, o conceito clássico de praça também o faz.
Ainda temos em nosso subconsciente a intrínseca ligação entre a economia dos átomos (aquela que acompanha todas as coisas físicas, a economia dos objetos) e a economia dos bits (aquela que acompanha os dados, a economia da informação) - como diria Nicholas Negroponte em seu clássico Vida digital. Não nos parece racional desvinculá-las, contudo, quando você compra um CD pela Internet, o que comprou, na realidade, foi a informação; quando o CD chega à sua casa em um pacote do Submarino, dois dias depois, o que chegou foram os átomos daquele CD. Você comprou os bits e recebeu os átomos dias depois. Este é o exemplo mais simples da desvinculação da economia dos átomos e da economia dos bits.
Se você tem um negócio que entrega informação em mídia física - seja ela, CDs, DVDs, livros etc. - é melhor repensar seu modelo de negócios. Ele está, no mínimo, muito ameaçado. Informação é bit e bit é entregue pela internet. De preferência, de graça.
Quando falamos em praça, estamos acostumados a pensar em um local onde consumidores realizam suas trocas - tal praça mudou bastante e se mudou para dentro de nossos computadores e celulares ligados à web. Quando mencionamos a distribuição também observamos que ela mudou completamente sua forma por meio do barateamento da logística e da mudança na natureza dos produtos, que hoje podem ser bits como custo de estoque e de transporte próximos de zero.
Pense em um cartão de crédito. Na realidade, o dinheiro de plástico que utilizamos hoje não é dinheiro em si, mas sim, informação sobre dinheiro. Trocamos informação sobre dinheiro por bens tangíveis. A informação vale dinheiro, literalmente.

fonte: livro Google Marketing, autor Conrado Adolpho Vaz, editora novatec.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Onde está o dinheiro?

Ao longo de toda a história, a arte e a cultura ajudaram a construir pontes entre gerações, estabelecer uma rica herança e gerar riqueza. Hoje, o principal valor das companhias da Web 2.0 está em dólares da publicidade, não em estabelecer um rico legado cultural. Veja o Google, por exemplo, o paradigma econômico de uma companhia de mídia da Web 2.0 verdadeiramente bem-sucedida. Com uma capitalização de mercado de aproximadamente 150 bilhões, a companhia do Vale do Silício teve em 2005 uma receita de 6,139 bilhões de dólares e um lucro de 1,465 bilhões de dólares. Revelador é o fato de que, em contraste com companhias como a Time Warner ou a Disney, que criam e produzem filmes, música, revistas e televisão, o Google é um parasita; não cria nenhum conteúdo próprio. Sua única realização é ter descoberto um algoritmo que estabelece links entre conteúdo preexistente e outros conteúdos preexistentes na internet e cobrar dos anunciantes cada vez que um desses links é clicado. Em termos de criação de valor, não há nada ali afora seus links.
O âmago do negócio do Google, 99% de sua receita, reside na venda de publicidade. De fato, dos 16 bilhões gastos por todas as indústrias com publicidade online em 2006, estima-se que 4 bilhões, colossais 25%, foram para o Google.

fonte: livro O culto do amador, autor Andrew Keen, editora Zahar.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Como a Google define maldade

Eric Shimidt certa vez brincou dizendo que maldade era qualquer coisa que Sergey Brin dissesse assim ser. As experiências da Google mostram como é difícil encontrar a definição de maldade.
Brin diz que costuma haver discussão sobre a definição de maldade e sobre como não ser maldoso. "Lidamos com todo tipo de informação", ele diz.
Há sempre alguém chateado, não importa o que a gente faça. Temos que tomar decisões, senão, começa um debate interminável. Alguns assuntos são cristalinos. Quando eles são menos claros e as opiniões divergem, às vezes temos que romper relações. Por exemplo : não aceitamos anúncios de bebidas alcoólicas pesadas, mas aceitamos anúncios de vinho. É apenas referência pessoal. Não tentamos impor percepção de ética nos resultados de busca, mas nós o fazemos quando se trata de propaganda.
Quando a revista Mother Jones publicou: "Is Google Evil?" (A Google é maldosa?), a discussão ficou séria. "Ao se deparar com fazer a coisa certa ou fazer o que segue os interesses da empresa, a Google quase sempre escolhe a conveniência", escreveu a Mother Jones.
Como prova disso, a revista citou os incidentes em que a Google eliminou links de um site anticientológico depois de a Church of Scientoly ter reclamado de direito autoral. Em outro caso, Google entregou alguns perfis do Orkut para o governo brasileiro. No entanto, a Church of Scientology fazia uma reclamação legítima, e o governo brasileiro estava agindo dentro das leis brasileiras ao investigar conteúdo supostamente de discriminação racial, homofóbico e pornográfico.

fonte: livro Google-Lições de Sergey Brin e Larry Page... autora Janet Lowe, editora Elsevier.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O nobre amador

Toda revolução é celebrada em nome de alguma abstração aparentemente nobre. E a revolução da Web 2.0 não é diferente. A nobre abstração por trás da revolução digital é a do nobre amador.
Ouvi essa expressão pela primeira vez em 2004, durante um café-da-manhã com um "Amigo de O'Reilly". Brandindo sua xícara de café, ele me disse que esses "nobres amadores" iriam democratizar o que ele chamou de "a ditadura da expertise". A Web 2.0 era a consequência mais "espantosamente" democrática da revolução digital, afirmou. Ela mudaria o mundo para sempre.
"Então em vez de uma ditadura de especialistas, vamos ter uma ditadura de idiotas", eu poderia ter respondido. Seu ideal do "nobre amador" parecia mais uma conversa fiada do Vale do Silício, apenas mais um disparate irracional exuberante.
Mas o ideal do nobre amador não tem nada de engraçado. Acredito que ele reside no cerne da revolução cultural da Web 2.0 e ameaça virar nossas tradições e instituições culturais de cabeça para baixo. Em certo sentido, é uma versão digitalizada do bom selvagem de Rousseau, representando o triunfo da inocência sobre a experiência, do romantismo sobre a sabedoria do senso comum do Iluminismo.
Que me seja permitido, portanto, começar esta viagem ao centro do mundo digital com uma definição. O sentido tradicional da palavra "amador" é muito claro. Um amador é quem cultiva um hobby, podendo ser culto ou não, alguém que não ganha a vida com seu campo de interesse, um leigo a quem faltam credenciais, um diletante. Geroge Bernard Shaw disse uma vez, " O inferno está cheio de músicos amadores", mas isso foi antes da Web 2.0. Hoje, o inferno de Shaw teria acesso de banda larga e estaria infestado de blogueiros e podcasters.

fonte: livro O culto do amador, autor Andrew Keen, editora Zahar.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Conhecer os sites de busca

Imagine que você seja um aficionado por pesca e tenha interesse em fazer uma pescaria no pantanal. Onde procuraria informações relacionadas a essa atividade? Se você citou o site de busca Google, você faz parte de um enorme contingente de pessoas, pois é exatamente nessa ferramenta que 90% dos internautas realizam suas buscas por informação. Se considerarmos o número total de usuários da Internet no Brasil, hoje em torno de 50 milhões, teremos cerca de 45 milhões de pessoas realizando buscas nessa ferramenta. Apenas para se ter uma ideia da importância das buscas, a empresa Google, surgida há cerca de 10 anos, vale hoje no mercado de ações a bagatela de 226 bilhões de dólares! Mais do que o dobro de valor da centenária Coca-Cola! Esse enorme valor financeiro é compreensível, na medida em que os sites de busca se tornaram imprescindíveis para a obtenção de informações na Internet. Afinal, onde mais se pode vasculhar mais de um trilhão de páginas espalhadas pelo planeta, até se encontrar o que se deseja, a não ser em um site de busca como o Google?

fonte: livro Google Top 10 - autor Dailton Felipini, da editora Brasport.