terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Como a Google define maldade

Eric Shimidt certa vez brincou dizendo que maldade era qualquer coisa que Sergey Brin dissesse assim ser. As experiências da Google mostram como é difícil encontrar a definição de maldade.
Brin diz que costuma haver discussão sobre a definição de maldade e sobre como não ser maldoso. "Lidamos com todo tipo de informação", ele diz.
Há sempre alguém chateado, não importa o que a gente faça. Temos que tomar decisões, senão, começa um debate interminável. Alguns assuntos são cristalinos. Quando eles são menos claros e as opiniões divergem, às vezes temos que romper relações. Por exemplo : não aceitamos anúncios de bebidas alcoólicas pesadas, mas aceitamos anúncios de vinho. É apenas referência pessoal. Não tentamos impor percepção de ética nos resultados de busca, mas nós o fazemos quando se trata de propaganda.
Quando a revista Mother Jones publicou: "Is Google Evil?" (A Google é maldosa?), a discussão ficou séria. "Ao se deparar com fazer a coisa certa ou fazer o que segue os interesses da empresa, a Google quase sempre escolhe a conveniência", escreveu a Mother Jones.
Como prova disso, a revista citou os incidentes em que a Google eliminou links de um site anticientológico depois de a Church of Scientoly ter reclamado de direito autoral. Em outro caso, Google entregou alguns perfis do Orkut para o governo brasileiro. No entanto, a Church of Scientology fazia uma reclamação legítima, e o governo brasileiro estava agindo dentro das leis brasileiras ao investigar conteúdo supostamente de discriminação racial, homofóbico e pornográfico.

fonte: livro Google-Lições de Sergey Brin e Larry Page... autora Janet Lowe, editora Elsevier.