Da mesma maneira que o dito horário nobre passa do público para o privado, o conceito clássico de praça também o faz.
Ainda temos em nosso subconsciente a intrínseca ligação entre a economia dos átomos (aquela que acompanha todas as coisas físicas, a economia dos objetos) e a economia dos bits (aquela que acompanha os dados, a economia da informação) - como diria Nicholas Negroponte em seu clássico Vida digital. Não nos parece racional desvinculá-las, contudo, quando você compra um CD pela Internet, o que comprou, na realidade, foi a informação; quando o CD chega à sua casa em um pacote do Submarino, dois dias depois, o que chegou foram os átomos daquele CD. Você comprou os bits e recebeu os átomos dias depois. Este é o exemplo mais simples da desvinculação da economia dos átomos e da economia dos bits.
Se você tem um negócio que entrega informação em mídia física - seja ela, CDs, DVDs, livros etc. - é melhor repensar seu modelo de negócios. Ele está, no mínimo, muito ameaçado. Informação é bit e bit é entregue pela internet. De preferência, de graça.
Quando falamos em praça, estamos acostumados a pensar em um local onde consumidores realizam suas trocas - tal praça mudou bastante e se mudou para dentro de nossos computadores e celulares ligados à web. Quando mencionamos a distribuição também observamos que ela mudou completamente sua forma por meio do barateamento da logística e da mudança na natureza dos produtos, que hoje podem ser bits como custo de estoque e de transporte próximos de zero.
Pense em um cartão de crédito. Na realidade, o dinheiro de plástico que utilizamos hoje não é dinheiro em si, mas sim, informação sobre dinheiro. Trocamos informação sobre dinheiro por bens tangíveis. A informação vale dinheiro, literalmente.
fonte: livro Google Marketing, autor Conrado Adolpho Vaz, editora novatec.